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Relatos
 
 
 
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“Ser amigo é um privilégio, e quem tem um amigo é um privilegiado...
Então, amigo nós da ACORUJA somos privilegiados, por você cintilar em alguns
belos momentos da nossa felicidade, na realização do nosso tão sonhado
crescimento do grupo que você ajudou a construir...

Pela sua importância e a sua prematura partida... e sempre guardaremos em
nossos corações a alegria que você tanto irradiava, com o seu bom humor
admirável, que somente pessoas” ESPECIAIS" como você consegue passar para
todos...

Amigo,estás hoje participando da sua mais bela corrida,
"A CORRIDA DA VIDA ETERNA",
 e certamente chegarás até o último quilometro com o dever e sua
missão cumprida...
Acreditamos que nesse plano de vida vivestes intensamente os seus sonhos, e
só quem sonha não padece em desespero e nem angústia...Porque sonhar é
preciso, e tentar realizar os sonhos é uma grandeza...Você é para todos nós
um grande guerreiro que soube espelhar em si o ensinamento dos homens
bons...

A vida presente ou futura não importa qual, ela tem uma continuidade, e essa
etapa da vida passastes muito bem...Construíste uma família, realizou alguns
sonhos e deixou vários amigos...
Hoje ACORUJA pertence aos seus sonhos amigo e nós seus AMIGOS não deixaremos
que ele caia ao esquecimento...E esteja onde estiver carregue consigo o
nosso saudoso abraço, que por hora em nossas preces nos falaremos e
enviaremos até você o sentido da vida...

Fique em PAZ !!!! E corra bastante, mas treine antes... e de vez em quando
sorria e lembre-se dos amigos atletas, que quando estiverem juntos
certamente lembraremos sempre de você...
Nosso AMIGO Reginaldo Rocha....


Janser Myller

 
 

 
NEW YORK CITY MARATHON 2006

por Jorge Luiz

Jamais pensei em correr a Maratona de New York , mas, incentivado por um amigo que fez em 2005, resolvi me inscrever, depois de tanto ouvi-lo narrar as experiências maravilhosas que a corrida lhe proporcionou.
Cheguei com três dias de antecedência e pude observar que tudo na "Big Apple" girava em torno da maratona, que contou com cerca de 39.000 corredores em 2006. 
        No dia anterior à prova, sábado (04/11), participei da corrida de 6 km chamada de "International Friendship Run", que tem como objetivo a confraternização dos estrangeiros, onde se costuma trocar camisas. Estava um lindo dia ensolarado, embora com a temperatura em torno de 6 ºC. Esta corrida serviu para amenizar a minha enorme ansiedade e também testar uma vestimenta que comprei na véspera, para usar sob o short e proteger as pernas do frio.
        No grande dia, levantei às cinco da manhã para pegar um dos inúmeros ônibus que levariam todos os corredores para "Staten Island", onde foi dada a largada, às 10h, com um enorme tiro de canhão. Para a largada o corredor deve se posicionar no seu respectivo setor (verde, azul ou laranja), de acordo com o seu número de inscrição. Na hora da largada, a temperatura estava em torno de 3º C. Foi a minha primeira experiência com uma temperatura tão baixa, mas, confesso que agora prefiro essa do que os 40 ºC do Aterro do Flamengo(...risos).
        Conforme a temperatura ia aumentando durante a corrida, os atletas iam tirando seus agasalhos, luvas, gorros, etc. e jogando nas ruas e calçadas para depois serem recolhidos e doados às instituições carentes.
        No percurso da maratona passamos por vários bairros, tais como Brooklyn, Queens, etc. , conhecendo diversas etnias, várias avenidas  e pontes. O povo vai em peso às ruas para incentivar os corredores, mesmo com tanto frio. Gritam, aclamam, oferecem água, alimentos, mostram placas de incentivo, com o nome dos atletas, demonstrando, com isso, grande carinho.
        Minhas expectativas quanto à organização do evento foram superadas. Não consegui detectar nenhuma falha, pois tudo fluiu naturalmente. O único senão de que me lembro se refere à apresentação dos favoritos, que é feita minutos antes da largada. Dela não constava o nosso campeão Marilson. Quando soube que um brasileiro tinha vencido a prova, considerei-me "pé quente", já que esta foi a primeira vez que um sul-americano venceu. Minha intenção quanto ao tempo de corrida não era bater meu próprio recorde, mas, fazer uma corrida "light", prestando atenção na festa, nas várias bandas que tocavam durante o percurso (rock, gospel, blues, etc.). 
Desta forma, cruzei a linha de chegada, no Central Park, com a marca de 4h 41min 21seg , colocação de 24.796 e em boas condições físicas.
    O que mais me emocionou foi o que aconteceu no dia seguinte quando retornei ao Central Park para um evento matinal e encontrei com o campeão MARILSON GOMES DOS SANTOS, que dava entrevista à rede de TV local e aproveitei para tirar várias fotos ao seu lado.  Não sei se muitos brasileiros tiveram esta sorte, mas, eu tive.
    Para finalizar, uma das manchetes de segunda-feira, dia 06/11,  do New York Times trazia o seguinte:
"BRAZILIAN PUSHES AHEAD TO SURPRISE THE FIELD, AND HIMSELF".
    Outro jornal indagava: KENYA BELIEVE IT?
       



 
 
 
ULTRAMARATONA 24 HORAS DE SALVADOR 2 E 3 DE DEZEMBRO

por Márcio Villar

A ultra começou para mim na verdade na quinta feira dia 30 de novembro a noite, cheguei em casa do trabalho e fui arrumar as coisas, dessa vez só consegui patrocínio da inscrição com o Mozart da www.corrotododia.com.br só comprei carboidrato, na sexta feira já fui para o trabalho com a mala na mão, trabalhei o dia todo e fui direto do trabalho para o aeroporto onde encontrei minha amiga Jacqueline e participou junto comigo dessa  Ultra e de todas as outras que participei.

Chegamos no aeroporto de salvador as 23:30 h e encontramos um amigo meu (Lucas) e fomos dormir na casa dele, chegando depois de meia noite e fomos recebidos pela mãe dele com um jantar e depois fomos dormir, só que para meu azar o apartamento era na beira de estrada e passei a madrugada toda acordado com barulho de caminhão o tempo todo, tomei café e fui para o local da largada que foi as 10:00 h do dia 02/12, fazia um calor insuportável, 40º e a corrida era em um parque com subidas e descidas, a ultra de São Caetano foi brincadeira depois que encontrei essa de Salvador, com o passar das horas começaram as dores nas pernas por causa do esforço de subir e descer o tempo todo e a massagem era muito mal feita, não adiantava nada, passei a tomar remédio para dor de 2 em 2 horas para aliviar e continuar na corrida, estava sem as unhas dos dedos e isso faziam os dedos latejarem, por não ter dormido direito na noite anterior a corrida a madrugada foi muito difícil, tinha hora que eu dormia correndo e quase caia no lago, quando amanheceu e o sol bateu no meu rosto dei graças a Deus por espantar o sono, só que o sol veio de rachar e fui administrando, o problema era que as voltas eram computadas em uma planilha no papel marcando as voltas de cada um, para passar um baiano era difícil nossas voltas sumiam, teve uma hora que o sexto colocado que é de SP falou para mim, “Marcio o quinto só está cinco voltas na nossa frente, vamos buscar”, corremos e tiramos três voltas e quando fomos ver, o cara passou a estar sete voltas na nossa frente, toda hora tinha que discutir que sumia volta.

De todo mal terminei a prova em sétimo lugar geral e em segundo lugar na minha categoria, sabendo que essa Ultra depois da Amazônia foi a mais difícil, pelo calor, pelas subidas e pelas voltas sumidas, agora é me preparar para a BRAZIL 135 que é a Ultra mais difícil do Brasil e só 20 atletas selecionados participarão, não sei como e nem porque mais fui selecionado e se Deus quiser estarei lá. www.brazil35.com.br .


 
 



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